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Mostrando postagens de Janeiro, 2008

A deblaquê

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O capitalismo americano treme, e o mundo com ele. O governo Bush anunciou um pacote de medidas que prevê isenções fiscais em torno de US$ 145 bi, que corresponde a 1% do PIB do país, para tentar reanimar a economia norte-americana, evitando um processo recessivo que pode levar a uma crise mundial sem precedentes. E as primeiras vítimas são as economias dependentes, o Brasil incluso, ainda que o país tenha reservas abundantes para segurar o baque, de início. A déblaquê já era anunciada. Há, no mínimo, três anos especialistas já apontavam os riscos que a bolha imobiliária norte-americana representava para a economia global. Simples: bancos financiaram à granel aquisições de imóveis nos últimos dez anos e milhares de unidades foram compradas sem que seus proprietários pudessem honrar seus compromissos, os chamados empréstimos subprime (concedidos em larga escala a setores das classes-médias). Mas não só, a crise norte-americana é também estrutural. O desemprego nos Estados Unidos atingiu…

Não tão brother assim

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O ano começou e com ele o pior espetáculo midiático que uma rede de televisão pode exibir: o Big Brother. Há alguns dias fui interpelado por um amigo inteligente e culto de Vitória da Conquista, na Bahia: “Você é radical”. Interpretei a assertiva como uma boa provocação, no melhor dos sentidos. Retruquei-lhe que o ato radical conformava-se em ir à raiz do problema, portanto radical, e que tal atitude não poderia se confundir com o ato da intransigência. Então, este que escreve não está sendo intransigente com o programa global, mas radical, ou melhor, radicalmente contrário. Originário da Holanda, da produtora Endemol, que detém os direitos de exibição, o quadro reproduz sutilmente a fagocitose social mediante o conceito de controle de George Orwell, autor do livro 1984, escrito em 1949, que inspira-se nos regimes totalitários dos anos 30 e 40. Nele, os habitantes da Oceania, país submetido a uma democracia de mentira, vivem um regime totalitário desde que o IngSoc (o Partido) chegou …

Retomando o blog....

Após um período de afastamento, o blog Textos ao Vento inicia 2008 com muita disposição e vontade na retomada das atividades. Aqui continuaremos a realizar o trabalho de observação crítica da mídia e novos produtos estarão figurando neste espaço, aguardem! No mais, o ano começou como terminou, até mesmo porque as forças simbólicas que representam os inícios de ano novo, em todas as culturas da humanidade, deparam-se com a dura realidade: transformações não ocorrem por definição de data, sem querer tirar a esperança de ninguém. Continuam os mesmos embates, problemas e buscas de soluções para tais, apenas se “refresca” em um dia que fora eleito para ser cartático, redentor, e assim puder levar embora os maus momentos. Antes fosse. Todavia, limpemos os ciscos, vestígios dos momentos passados, e pensemos maior: que 2008 seja efetivamente melhor que 2007 para toda humanidade. Salute!!!