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Mostrando postagens de 2017

Simples assim....

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Da Comunicação Social à Midialogia

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Há alguns dias participei de debate numa turma de formandos do curso de Psicologia da Faculdade Social da Bahia. O convite partiu da professora Monica Coutinho, a quem sou grato pela oportunidade. O tema foi "O discurso do ódio na mídia". Para mim, um momento bastante produtivo e de aprendizado. Mas um fato me chamou atenção: o interesse daquele(a)s futuro(a)s psicólogo(a)s acerca do comportamento da mídia, inclusas as suas diversas modalidades de narrativas. O evento só reforçou minha tese de que, do ponto de vista da formação, urge atualizar os currículos dos cursos de Comunicação. O advento da Internet está redesenhando o modelo da economia política da mídia, sobretudo nos seus planos de negócios. É hora de se repensar as grades curriculares ofertadas aos futuros comunicólogos. Áreas de conhecimento como a Psicologia Social, Etnografia digital - Netnografia -, Sociologia Digital e o incremento de conteúdos e ferramentas relativos à atuação nas redes sociais, hoje devem c…

Nem sempre a lua vai sorrir

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Já passava das 13h30. O domingo corria conforme desenhado. Depois de castigar a sola do tênis por seis quilômetros numa corrida prazerosa e encarar um self service daqueles que o sujeito sai cheirando a comida, o script de Marcos deveria ser levado a cabo. O quarto, as revistas não lidas, o livro marcado inconcluso. O Bahia que jogaria às 18h. Tudo pronto a ser devorado. Domingo resolvido. Esparramar na cama e fazer o que gosta. Coisas de cinquentão. Antes, ele alcançou o celular que convidava a uma última olhada. Havia ditado a si próprio o detox digital desde às 9h, quando acordou. Necessário. A overciber da semana reiniciaria no dia seguinte. Um último toque num app de relacionamento, espécie de aplicativo bumerangue que já frequentava seu aparelho num jogo de downloads intermitente, conforme o momento existencial e emocional. Se a loja fosse multá-lo pelas inúmeras vezes que apagara e voltara com a conta era certeza de falência. Um, dois, três, quatro... no quinto deslizar, um mat…

Ponto de inclinação

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O 15 de março de 2017 está se configurando como forte marco na disputa da narrativa política no Brasil. Mais de um milhão de pessoas ocuparam as ruas das capitais e de diversas cidades do país em protesto contra a proposta de Reforma da Previdência. A reboque, outros itens ampliaram a pauta das mobilizações.  É perceptível o ponto de inflexão. O tema configurou o que chamaria de uma agenda-setting às avessas, que saltou das redes para as ruas. No tema Previdência, a batalha pela opinião pública está sendo perdida pelo jornalismo corporativo.  Aos fatos. Minhas análises ainda estão em curso no que confere aos influenciadores nas redes (players individuais e coletivos), mas algumas pistas já se apresentam. A organização das manifestações de 15/03 não teve espaço na mídia corporativa nas edições da semana que precedeu a mobilização. Pelo contrário, a pauta monocórdia nos principais órgãos da imprensa hegemônica foi na direção contra-narrativa à convocatória. O depoimento de Lula à Justi…

Daniel Blake é a representação do drama de milhões de pessoas

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Após sofrer enfarte, um homem quase sexagenário tenta desesperadamente conseguir o benefício do governo inglês porque está impedido de trabalhar. O carpinteiro viúvo Daniel Blake é um número a mais no registro da pesada burocracia do Estado. Luta contra os micropoderes constituídos para provar o óbvio. O desafio é adentrar na labiríntica máquina estatal que terceiriza à iniciativa privada o poder de decidir sobre a sobrevivência de seres humanos. No decorrer da sua jornada inglória, Blake conhece Katie, desempregada de 35 anos e mãe de Dylan e Dayse. Ela busca desesperadamente uma alternativa à sobrevivência com seus filhos. Prestes a irem para um albergue de desabrigados em Londres, a família opta por residir num alojamento a 480 quilômetros da capital. O carpinteiro os socorre e oferece apoio enquanto gasta as parcas economias para quitar as contas que se acumulam. Dores e dramas se juntam. Na trilha kafkaniana que percorre, Blake se depara com sua inabilidade em procedimentos que exig…

Pigs, do disco Animals, uma dos marcos históricos do rock progressivo. Pink Floyd para sempre

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Quando a vida passa diante dos olhos

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Uma tarde com Julian Assange, o hacker que tirou o sono do governo estadunidense. Veja a íntegra da entrevista exclusiva concedida por Julian Assange ao editor do Nocaute, Fernando Morais.

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Snowden. Ou o fim da utopia cibernética

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O subtítulo é uma díade que caprichosamente deixa a resposta com a audiência, Herói ou traidor. Snowden, mais uma obra do cinema político do diretor Oliver Stone, conta a saga do ex-técnico da CIA e da NSA, o analista de sistemas Edward Snowden, que hoje vive exilado na Rússia. Aos 29 anos, o caçador de hackers da Agência Nacional de Segurança estadunidense entendeu que o trabalho que realizava integrava um grande panóptico internacional promovido pela maior potência econômica e militar do planeta. O jovem programador resolveu vazar a trama para dois grandes veículos internacionais de imprensa, o jornal norte-americano Whashington Post e o diário londrino The Guardian. A atitude provocou grave crise diplomática envolvendo nações de quase todos os continentes. E pôs a diplomacia dos EUA em xeque diante de denúncias que provocaram ainda mais fissuras nas placas tectônicas da geopolítica mundial. Ninguém esta a salvo da treta owerlliana. O filme demonstra que não há limites para a bisbilh…